O comércio online brasileiro faturou 10,6 bilhões de reais em 2009, obtendo um crescimento nominal de 30% em relação ao ano passado, segundo os dados apresentados hoje na 21ª edição da pesquisa WebShoppers, da consultoria e-bit.
A progressão foi acima do esperado, de acordo com os analistas do setor, que esperavam um salto de 20 a 25% (algo em torno de 10 bilhões de reais) devido aos temores ocasionados pela crise econômica, no começo de 2009.
As pessoas que fizeram compras por lojas online também tiveram um crescimento maior que as previsões iniciais, atingindo a expressiva marca de 17,6 milhões de consumidores – uma evolução de 33% em um ano – diz a pesquisa.
Para a e-bit, isso se deve, em grande parte, à inserção do público de baixa renda no mercado, motivado por promoções, fretes gratuitos e parcelamentos em mais de doze vezes sem juros.
A entrada de lojas mais populares no mundo online em 2009, a exemplo da Casas Bahia, movimentou e muito o setor, trazendo uma nova modalidade de comércio, mais adaptada à realidade nacional.
“Empresas que tem marca no varejo, como casas Bahia, tem vantagem de trazer novas pessoas para o canal”, diz Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit. “Elas têm um ‘alavancador’ maior, que é a possibilidade de atrair mais consumidores para a internet com campanhas na TV e outras táticas”.
Outro fator que contribuiu para o bom retrospecto do comércio online foi o aumento de confiança dos consumidores em relação aos serviços oferecidos pelas lojas virtuais. De acordo com a e-bit, o índice de satisfação ficou acima dos 85% desde o começo do ano, o que significa um melhor aproveitamento que o mercado americano.
A confiança dos consumidores chegou a ser mais expressiva em agosto, com a marca de mais de 87% de satisfação, entretanto, a greve dos correios, a aceleração do número dos pedidos e o conseqüente descumprimento de prazos no fim do ano fizeram com que houvesse uma ligeira queda nos números totais.
Para chegar a essas estatísticas, a consultoria coletou mensalmente 150 mil questionários em lojas virtuais, totalizando, ao longo do ano, 8 milhões de pesquisas individuais.
A pesquisa não inclui o comércio de passagens aéreas, de carros e de leiloes virtuais.
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